04/08/2015

Os templos de Bangkok


No 2º dia em Bangkok acordámos bem cedo e pelas 8.15 já estávamos a caminho dos 4 templos principais da cidade para aprender a cultura do povo tailandês e as suas crenças. Sob um calor abrasador e muita humidade, começámos pelo grande Buda em bronze em Talat Noi, uma das imagens mais sagradas da Tailândia. Na entrada o rei, no interior um Buda enorme de pernas cruzadas. Entra-se descalço e circunda-se em silêncio a imagem.








À saída o guia explicava o significado de cerimónias religiosas neste local, apenas para o rei e sua família. Explicou o significado de cada cor de acordo com o dia do nosso nascimento e como o animal que carateriza o ano em que nascemos determina muito da nossa personalidade e atitude perante a vida.
Saímos de seguida para o templo do Buda Reclinado, um dos mais visitados da cidade, o Wat Pho. É o maior e mais antigo templo de Banguecoque. Um largo recinto com capelas e pavilhões com imagens de Budas. As decorações e detalhes são lindíssimos e nem os 36 graus e 80% de humidade espantam a quantidade de visitantes que aqui se encontram a observar tamanha beleza.







A grande capela guarda a atração principal do templo, o Buda deitado, uma estátua gigante de 46m, feita de tijolo coberto com estuque e folha de ouro. A planta dos pés tem várias imagens inscritas que representam os 108 sinais de Buda.



A bom ritmo, seguimos numa pequena viagem de cerca de 10m de tuk-tuk para o Wat Phra Keo. É aqui que se encontra a alma da Tailândia, no Grande Palácio, o Templo do Buda Esmeralda. Foi construído pouco depois da fundação de Banguecoque como capital em 1782. Abrange uma série de edifícios decorados com folha de ouro, ladrilhos vidrados coloridos e vidro espelhado incrustado. 







A guarda fixa é construída por estátuas de Yakshas gigantes, Kinnaris dourados e outros seres mitológicos.


A estátua de 75cm de altura do Buda Esmeralda está no santuário pois é a imagem mais sagrada do país, na parte sul do recinto. Esta estátua tem 3 roupas adornadas com jóias, uma para cada estação, que são mudadas pelo rei, a figura mais respeitada da Tailândia, na altura adequada. O efeito geral do sacrário é impressionante e o Buda mais pequeno do que inicialmente eu imaginava. No interior não são permitidas fotos.


O templo é rodeado por paredes e claustros onde existem pinturas murais de cenas do Ramakiem, ou seja, a história mitológica do rei e dos deuses. Foi com grande entusiasmo que o nosso guia nos acompanhou ao longo destas paredes e nos contou a história com tanta alegria.


Enquanto Wat Phra Keo continua a ser o principal templo, o Grande Palácio já não é a residência real, apenas é usada em algumas funções de estado. Saímos do calor abrasador e de carro passámos para a parte norte de Banguecoque real, com avenidas com aspeto quase europeu, para o Templo de Mármore, Wat Benchamabophit. Um exemplo de arquitetura religiosa tailandesa do período moderno.




A fachada é em mármore e o edifício mostra uma simetria surpreendente com o Buda no interior do bot, uma cópia da famosa estátua Jinaraja (Chinaraj) de Phitsanulok.


No pátio atrás do templo existe uma coleção de mais de 50 imagens de Buda, algumas originais, outras cópias, que ilustram estilos de escultura de vários períodos e locais.


Valeu muito a pena fazer esta visita. De notar que existe um código de vestuário obrigatório onde calções, saías curtas e ombros descobertos são proibidos. Na entrada dos templos é obrigatório descalçar e tirar chapéu da cabeça. 


O guia com carro privado que nos acompanhou foi ótimo, andou ao nosso ritmo e fez uma explicação personalizada respondendo a todas as nossas perguntas e curiosidades. Para além disso o ar condicionado é uma mais valia, rentabilizámos o tempo e descansarmos um pouco entre locais, já que o trânsito em Bangkok é caótico.

Espero que gostem do post? 
No próximo irei mostrar-vos um dos mercados flutuantes de Bangkok. 

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